DESÇA O MONTE e quebre seus bezerros

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“O povo, ao ver que Moisés demorava a descer do monte, juntou-se ao redor de Arão e lhe disse: “Venha, faça para nós deuses que nos conduzam, pois a esse Moi­sés, o homem que nos tirou do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu” (…) Então o Senhor disse a Moisés: “Des­ça, porque o seu povo, que você tirou do Egito, corrompeu-se. Muito depressa se desviaram daquilo que lhes ordenei e fizeram um ídolo em forma de bezerro, curvaram-se diante dele, ofereceram-lhe sacrifícios e disseram: ‘Eis aí, ó Israel, os seus deuses que tiraram vocês do Egito'”. ÊXODO 32

 



DESÇA O MONTE

Na páscoa de 2015 estive em Belo Horizonte, para o Congresso de Adoração e Intercessão do Diante do Trono, e eu, como boa brasiliense criada em terras planas, sofri com as ruas íngremes, e a subida pra Lagoinha. A pregação da noite de abertura foi sobre essa passagem de Êxodo, sobre o bezerro de ouro construído por Israel na ausência de Moisés, e foi uma dessas palavras que a gente fica digerindo por um bom tempo, que o Senhor continua falando no decorrer dos dias, sabe? No encerramento do congresso, fui me despedir de amigos meus e um deles pediu para orar comigo, e durante a oração, falou algo como “assim como Moisés desceu aquele monte refletindo a glória do Senhor, que ela desça o monte…”, e sai pela lateral da Lagoinha e me deparei como aquela descida que só quem já visitou a igreja sabe como é, e brinquei “literalmente descer o monte hein Senhor?”, e obtive uma resposta rápida: “Sim, e lá embaixo estão seus bezerros”. WOW! Na hora não entendi, mas calei a boca e comecei a mastigar aquela palavra.

 OS MONTES E A NOSSA REALIDADE

Montes, lugares de oração, lugares de revelação, lugares onde a glória é manifesta… Nos montes, somos só nós e o Senhor, Ele fala, nós escutamos, respondemos, dialogamos. Podemos dizer que, hoje, nossas experiências com o Senhor sejam o nosso Monte, independente de lugar físico, ouvimos Deus falar no monte, nos quebrantamos, decidimos consertar o que precisa ser consertado, mudar algumas atitudes, abrir mão de algumas coisas, no Monte somos convencidos mais rápido pelo Espírito Santo. Enquanto estamos à sós com o Senhor, as contas não existem, as cobranças não interessam, problemas perdem o sentido e o sobrenatural torna-se mais real do que a nossa rotina. Mas acaba… é hora de descer o monte. O culto acaba, o congresso acaba, o nosso período de oração em casa chega ao fim, hora de voltar pra nossa realidade, descer o Monte refletindo a glória do Senhor.

E damos de cara com a nossa realidade, lembramos das cobranças, dos problemas, dos nossos altares particulares, das nossas idolatrias sutis, com os nossos “deuses”, nossas OPINIÕES, com todas as coisas que havíamos decidido abrir mão enquanto estávamos com o Senhor.

Descendo o monte, encontramos nossos bezerros particulares que precisam ser quebrados.Enquanto pensava nisso, identifiquei um bezerro que, imagino ser o mesmo de muitas pessoas:TEMPO! Idolatramos nosso tempo, somos dominados pelo relógio e não o contrário, e o tempo de qualidade com o Senhor não existe, não é prioridade. Voltei de viagem decidida a organizar melhor o meu tempo e as minhas atividades, a dar um jeito na minha rotina louca e desgovernada, mas me deparei com uma realidade que afoga. Sempre planejava ter um tempo com o Senhor à noite, por causa do silêncio e da paz, mas sempre surgem atividades, coisas pro dia seguinte, gente pedindo favores, e o tempo que me restava eu queria aquietar, e o bezerro do meu conforto era mais importante que ter um tempo com Deus. E eu voltei decidida a mudar isso, nosso ativismo, até em relação as coisas de Deus pode se tornar um objeto de idolatria sutil que tira o Senhor do centro da nossa vida, fazer algo em nome de Deus nunca vai ser mais importante do que ter um relacionamento com ele. Quantas pessoas fizeram de seus próprios ministérios, seus bezerros de ouro?

Nossa opinião, nossas vontades, nossa carne, nossos amigos, parentes, companheiros, empregos, estudos… todas essas coisas não nos acompanham na subida ao monte, ficam nos esperando “aqui embaixo”, e as olhamos muito melhor “de cima”, é fácil identificar quais são os bezerros que precisamos quebrar quando estamos ao lado do Senhor no monte, então suba, peça revelação do que precisa ser mudado, olhe sua vida “de cima”, a idolatria é algo muito mais sutil do que se pensa, e pode estar escondido em coisas que consideramos “santas”, em Êxodo 32:5, Arão edifica um altar ao bezerro, mas diz que a festa seria consagrada ao SENHOR! Nem tudo que achamos que estamos fazendo do jeito certo, é realmente certo.

Suba ao monte, encontre o Senhor, olhe sua realidade de cima. Desça o monte refletindo a glória de Deus, quebre os bezerros, e que só o ELE reine em nós.

Abraços!

 ps: a palavra do Pr Gustavo Bessa sobre essa passagem, recomendo. LINK AQUI  

Rayane France
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Rayane France
"Me chamo Rayane, moro em Brasília, comecei a escrever diários em 2009 e guardo todos eles, digo que é para a minha posteridade (risos). Evangélica desde o nascimento em 1995, cristã e apaixonada por Jesus desde 2010, membra da Igreja de Nova Vida, coordenadora no Strong Movement (@jovensstrong), dançarina na Cia. Vidança, adoradora e serva de Jesus em todos os lugares. Faço de tudo, e em tudo Ele me refaz.
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