Filme “Entrevista com Deus” mostra mensagem de fé e salvação

Falar com Deus é sempre uma oportunidade ímpar. Agora imagine se você tivesse uma oportunidade de bater um papo com o Altíssimo pessoalmente? Pois esta experiência que a direção de Perry Lang traz no filme “Entrevista com Deus”, além de exibir nas telas dos cinemas brasileiros a mensagem da salvação por meio da fé.

A trama se passa com o jornalista Paul Asher (Brenton Thwaites – o Robin da série Titans da DC) que retorna para casa com grandes abalos em sua fé, após cobrir a guerra do Afeganistão. Desiludido da real existência de Deus, ele se depara com um homem oferecendo uma grande entrevista. O detalhe é que o estranho se apresenta sendo o próprio Criador.

Diante da oportunidade Paul se questiona sobre o que realmente perguntar e como conduzir uma conversa onde o entrevistado sabe a pergunta quanto à resposta. Sabiamente, Deus é quem conduz a conversa para a resolução dos mais íntimos desafios pessoais e existenciais de Paul.

O longa, com 97 minutos, totalmente ambientado na cidade que nunca dorme, Nova Iorque, traz sensações ao telespectador como se estivesse realmente em uma conversa com Deus. São cenas com muitos diálogos e alguns deles sem a presença de trilha sonora. Mas, se você não estiver totalmente ligado, com certeza vai dar aquela “pescada” de olho.

A fé de Paul estava quebrada e seu casamento abalado, então é nesta entrevista que ele busca a resposta para suas dúvidas e entendimento para seus questionamentos sobre circunstâncias que ocorrem na vida.

A fotografia leva o telespectador a provar os sentimentos do protagonista (spoiler) como, por exemplo, os tons mais escuros logo no começo do longa nos dando a entender que algo está errado. Há também o excesso de verde indicando esperança na cena da primeira conversa com Deus que, por sua vez, também faz grande referência à passagem bíblica Gênesis 3:8. No momento que Sarah Asher (Yael Grobglas), meio que “rompe” o casamento com Paul, é possível experimentar uma mistura de tons entre o cinza, amarelo e verde. Isso nos conduz a sensação que os personagens sentem como tristeza, decepção, vergonha, insegurança, mas também esperança.

Há momentos também da forte presença do amarelo, que indica diversas vezes emoções intensas de Paul como incerteza, perturbação e também de desorientação em certos instante. O filme é uma experiência muito boa, mas para ter esta percepção se atente ao detalhe de assisti-lo no idioma original, onde os diálogos se tornam menos cansativos se comparados à versão dublada.

Como nem tudo são flores há certos eixos que foram apresentados, mas não esclarecidos, embora o filme tenha uma boa introdução dos fatos, um desenvolvimento e uma conclusão. Entretanto, detalhes importantes são aparentados mas não respondidos (spoiler) como, por exemplo, a relevância de dois dos três diálogos se passarem em locais onde Paul, ora em momentos se lembra do pai ou da mãe, assim como um detalhe que se revela crucial sobre a forma de revelação da figura física de Deus, lá no final do filme.

Algo que pode passar despercebido é sobre o personagem do Paul, que se revela inicialmente como um repórter experiente, mesmo que sua aparência não deixe transparecer isso. Mas essa suposta bagagem é posta de lado no desenrolar das entrevistas quando ele se comporta como um “foca”, que no jargão da profissão quer dizer repórter sem experiência. O personagem tem atitudes de inexperiência ao não saber evitar as “ciladas” do entrevistado de inclui-lo na conversa. O fato da incompetência chega a ser contestado durante suas conversas com seu editor Gary (Hill Harper, o Dr. Sheldon Hawkes da série policial CSI: NY e atualmente o Marcus Andrews no seriado The Good Doctor), que revela uma certa confiança no então repórter.

Contudo, os pontos positivos sobressaem os negativos. Vale apena sim assistir “Entrevista com Deus”.

Por Nicolas Melo

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