Quando a Máscara Cai…

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Ah, aquela questão da dupla personalidade. A questão de: “Aqui ele (a) é uma coisa e lá é outra…”, ou aquele velho termo: “Ele está fingindo…” e tudo mais, sempre estão em nosso dia-a-dia.
Quem nunca conheceu uma pessoa assim, que em sua frente é uma e atrás é outra? Todos nós.
Mas não estamos aqui para falar dos outros… Falemos de nós. De mim, de você que lê este texto.
Será que nós usamos máscaras?
Quem somos dentro de casa? E fora dela?
Quem somos no trabalho? Na Igreja? No cursinho? Na roda de amigos? Quem nós somos quando estamos sozinhos?
Ás vezes queremos usar uma máscara quando estamos com os amigos porque queremos ser bem aceitos e não suportamos ser diferentes. Pelo fato de sermos cristãos, isto implica bastante.
Na Igreja, ás vezes somos 100% espirituais, mas fora dela, mal falamos com Deus, mal deixamos com que Ele participe de nossa vida, não somos luz, nem sal, não fazemos diferença.
Ás vezes dentro de casa somos os piores filhos, os piores maridos, as piores mulheres, mas fora de casa somos os melhores amigos. Compreensivos, educados, pacientes, sorridentes.
Ah, as máscaras… Tristes máscaras.
Mais abaixo escreverei uma música do grupo Trazendo a Arca que irá resumir este texto.
Ás vezes você nem enxerga sua dupla personalidade (falo “você” mas isso vale, em primeiro lugar, para mim). Parece tão comum sermos crentes na Igreja e fora dela, sermos iguais aos que nos cercam. Parece tão comum criar um rótulo de santidade em cima do púlpito e fora dele detonar o primeiro irmão que peca (e você esquece que você também é pecador…). Parece comum acreditar que ninguém nunca irá descobrir quem você realmente é, mas você esquece que Deus tudo vê e isto é o que importa. Deus conhece o coração. Sonda e examina os corações.
Se seu coração está distante de Deus, querido, uma hora a máscara do “ser certinho”, “ser santo”, cai. E quando cai… É triste demais.
Procure viver uma vida sincera diante de Deus e das pessoas. Não se maquie. Seja quem você é!
Todos erram, todos pecam e nem eu e nem você estamos livres disto. É da natureza humana o pecado… A diferença é que se nos entregamos, de peito aberto, coração sincero, quebrantado e contrito diante de Deus, Ele é fiel e justo para nos perdoar e moldar, aperfeiçoar.
Sei que não mereço nem estar aqui, nem escrever, nem cantar, nem atuar, nem ir a Igreja, mas o meu lugar é aos pés de Cristo, que morreu para me livrar de toda a culpa, maldição e do pecado.
A busca por transformação deve ser diária, constante e importante!
Faça você mesmo cair a máscara que esconde quem você é e peça ajuda ao Espírito Santo para que Ele te prepare, te molde, forje seu caráter para você viver em vida plena e abundante!
Não viva de mentiras… Viva com A VERDADE (que é Cristo)!
Quem é você?
Trazendo a Arca
Depois de pregar seu lindo sermão
E de cantar a última canção
Quando você volta pra casa
E ninguém mais que você
Precisa impressionar está por perto
Quem é você?
Quem é você quando ninguém vê?
Quem é você?
Só você mesmo pode responder
Por trás da aparência, onde só Deus vê
Bem no seu intimo sombrio
Sufocado e trancado a sete chaves
Maquiando o teu vazio
Deus e o travesseiro sabem
Quem é você quando ninguém vê?
Quem é você, Quem é você?
Quem é você?
Longe do altar, o que Deus vai ver quando te sondar
Quem é você além de um domingo
Depois das luzes, do discurso e da máscara
Quem é você quando ninguém vê
Quem é você?
Juliana Machado
Colunista e Repórter

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