Santidade acessível: Salomão e a galera do século XXI

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Entre os temas mais tratados e comentados no meio cristão, a santidade certamente tem lugar garantido, e como muitos outros temas, é muito mal entendido, tornando-se certamente, caricatura do que realmente é.

Um dos livros mais polêmicos da escritura por destacar uma etapa bem critica do rei Salomão, Eclesiastes vem sido discutido pelos grandes teólogos a respeito de seu tema, que de vez em quando varia.

Em um de seus comentários sobre a vida, Salomão diz: “Eclesiastes 2: 24. Não há nada melhor para o homem do que comer e beber, e fazer que a sua alma goze do bem do seu trabalho. Vi que também isso vem da mão de Deus.”

Esse texto associa a uma forma de santidade bem diferente, e representa todo o livro de Eclesiastes, ou seja, a santidade acessível, e não caricata.

O mal de nosso tempo acerca o assunto, é de que o que está sendo apresentado, é uma vida de privações, onde santidade, que é o modo de vida do reino, fica restrito, preso, em uma religiosidade mortal, em que pessoas deixam de ser gente em nome de santidade, sem entender que santidade é exatamente o contrário, santidade é ser gente como Jesus foi, uma gente livre do peso da mentira, e guiada pelo evangelho da graça.

As palavras de Salomão repercutem em nós de uma forma bem relevante quando compreendemos que ele diz de homem para homens, ou seja, Deus falando de vida humana sem peso de divindade. A santidade não busca fazer com que você esqueça quem é, ou também, não tem a intenção de fazer de você uma pessoa sem compromisso. Uma outra característica crescente no século XXI, é a ideia dos desigrejados, pessoas libertas da religiosidade, que não necessitam mais de participação no templo.

Certamente, Deus não apoia nenhum dos dois extremos, pois ser santo, é ser homem como Jesus foi, e Ele não usou de sua liberdade para dar vazão a carne, isso o tornou homem perfeito.

Em uma das declarações de Salomão, o rei afirma o seguinte: “Eclesiastes 7: 29. Eis que isto tão-somente achei: que Deus fez o homem reto, mas os homens buscaram muitos artifícios.” Infelizmente, muitos artifícios humanos tem tornado o tema santidade tão difícil assim, sendo necessária abordagem bíblica reflexiva sobre o assunto.

Portanto, ao ler Eclesiastes, Jesus e nosso tempo, percebemos que o abismo entre santidade e homens não é tão largo, mas sim, mal compreendido. Não há necessidade alguma em deixar de viver por causa da religião, mas sim, ter a responsabilidade de viver em santidade plena no filho, e pensando no Emanuel, Deus conosco, que mesmo sendo Deus não teve por usurpação ser igual ao Pai, antes, esvaziou a si mesmo.

Santidade e plenitude em Deus, modo de vida acessível.

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