Temos muito, agradecemos pouco

Se você parar para pensar na quantidade de boas coisas que tem e na quantidade de vezes que você reclama no dia, talvez concorde com o título desse texto. Mas caso ainda não se enxergue nessa estatística, aí vão alguns exemplos:

Vivemos num país em que se vê uma igreja evangélica a cada esquina praticamente, temos liberdade de expressarmos nossa crença, podemos falar de Jesus a amigos e parentes sem que sejamos perseguidos com facas ou tenhamos veneno em nossa comida, colocado pelos próprios membros da nossa família. (Esses exemplos são verídicos, realmente aconteceram em países que não aceitam o cristianismo.)

Moramos em casas confortáveis, temos água potável, chuveiro, cama e travesseiro macios, comida, roupas, sapatos, televisão, acesso à internet, entre outros, enquanto, aqui mesmo no Brasil, existem pessoas em vulnerabilidade social que não têm ideia do que seja tudo isso. Gente que pularia de alegria em ver um chuveiro com água quente, que teria um sorriso de orelha à orelha se possuísse um guarda-roupa lotado de roupas como o nosso, enquanto murmuramos porque ” estamos sem roupa para ir à igreja hoje”. Sério mesmo, se a gente não tem roupa, porque não pegamos as que vemos todos os dias no nosso quarto e doamos? Se não servem para nós, com toda certeza serviria para essas pessoas.

Estamos saudáveis, temos corpos capazes de se movimentar com facilidade da maneira que desejarmos, a hora que desejarmos. Podemos correr, pular, dançar, rolar, fazer o que der vontade sem ajuda de nenhum aparelho, sem precisar tomar remédio, sem nenhuma fisioterapia, sem nenhum auxílio externo. Nosso corpo é simplesmente essa máquina esplêndida que trabalha 24 horas por dia de forma absurda à nosso favor e nós nem notamos. Poderíamos estar como a Laís, atleta profissional que sofreu um grave acidente e hoje depende de alguém para lhe dar banho, para virá-la durante a noite na cama, para vesti-la, trocá-la, alimentá-la, ou qualquer outra coisa. Uma pessoa tetraplégica, não pode nem mesmo rolar o dedo continuamente na tela do celular para checar a timeline de sua rede social favorita! Mas nós insistimos em reclamar que a vida é sem graça, que nos detestamos, que Deus deveria nos dar mais do que temos agora!

Até quando? Até quando seremos pessoas ingratas assim? Até quando teremos tanto e não perceberemos? Até quando teremos muito, agradecendo tão pouco? A vida não é feita de carros, luxo, dinheiro, fama, sucesso, coisas materiais e caras de serem alcançadas. Ontem mesmo pessoas se mataram tendo tudo isso. A vida é feita dos pequenos detalhes, é cheia de graça por causa das simples coisas que desfrutamos diariamente, é bela porque temos a mão de Deus nos sustentando a cada novo segundo.

Não precisamos de uma viagem chique, de férias em Orlando, de restaurantes caros, de amigos famosos, de nada disso. Precisamos de amigos verdadeiros, de saúde, do simples arroz e feijão da nossa casa feito com tanto amor, de paz e tranquilidade. Precisamos da consciência de que temos bem mais do que merecemos, bem mais do que muitos gostariam de ter, bem mais do que precisamos.

Deus continua sendo bom para nós, continua sendo Pai, continua sendo Amor. Sua bondade, Sua paternidade, Seu amor estão continuamente sobre nossas vidas em forma de graça todos os segundos dos nossos dias. Lembre-se. Temos muito, agradecemos pouco. Mas podemos ser aqueles que têm muito, e agradecem muito mais.

  • Apaixonada por cartas escritas à mão e pela beleza da simplicidade. Alguém que descobriu seu maior amor e vive por Ele, pensando Nele em tudo o que faz. Uma menina de 23 anos, decidida a sonhar grande, amar muito e escrever sobre Seu amor para a maior quantidade de pessoas possível enquanto viver.

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